segunda-feira, setembro 27, 2010

26 de setembro. Primavera.

Nascimento do santo Francisco de Assis. Dia Mundial do Mar. Lançamento álbum Abbey Road dos Beatles. Publicada a teoria da relatividade de Albert Einstein. Venda do primeiro Castlevania pela Konami. Estréia da série Star Trek: Enterprise.

Música do Dia: Cisne Branco (Hino da Marinha)

Meu aniversário, na verdade, esse ano, 2010, foi num domingo. Entretanto, começarei contando pela sexta.

Eu estava combinando com o pessoal da minha sala de fazer um almoço na casa da Taci-baby, mas parece que a colega de apê dela embaçou e decidimos deixar para lá. Até pensei em marcar outra coisa, mas desanimei. Comecei, então, a me preparar para uma maré baixa.

Passar aniversário longe de casa, ainda mais logo depois de ter se mudado, não é exatamente um momento muito feliz.
Apesar de conhecer um pessoal e gostar deles, ninguém aqui substitui a família e os amigos de longa data, então é claro que passar um aniversário ou qualquer data festiva é muito mais gostoso com pessoas queridas.

Passei no mercado, comprei umas bolachas, danones e me preparei para me permitir um fim de semana dentro de casa cheio de açúcar. Eu sabia que minha “crise” chocólatra viria. Já havia me prometido tomar um cappuccino e um pedaço de bolo.

Estava no computador, sexta à noite, jogando qualquer coisa, quando Same, uma amiga aqui da pensão, convida-me para ir ao circo. Bárbara, que chegou não faz muito tempo, recebeu quatro cortesias, mas já convidara mais três. Mesmo assim, cogitei ir e acabei decidindo acompanhá-las. As meninas racharam o valor da minha entrada e acabou ficando bem barato pra cada uma (e, claro, fez-me sentir bem vinda!).

Era o circo do Marcos Frota que estava se apresentando no C.E.U (Centro Esportivo Universitário). Teve momentos bons, bem legais sim. Contudo, os artistas erraram demais mesmo. De início, tudo bem, é normal, acontece, mas em certo momento, ficou um ‘ar’ de amadorismo. Teve a participação especial de... não, não do Marcos Frota (como seria de se esperar), mas de Alexandre Barilari. Eu nem sabia que ele era, apesar de reconhecer vagamente suas feições; as meninas que me acompanhavam (Same, Vânia, Rafa e Bárbara) viraram tietes e me informaram que ele fizera alguém numa novela (não me peça detalhes!). Acabei tirando foto com ele também, apesar de nem conhecer (o cara é bonito, fazer o quê?). Comemos churros que, nas primeiras mordidas era uma delícia, mas depois não tinha mais recheio e ficamos um pouco revoltadas. No fim, foi divertido, a companhia estava boa, rimos a toa e relembrei um pouco da magia do circo. O legal do espetáculo é que foi criado com temas nacionais, cada apresentação tinha um plano de fundo de alguma região do país, o que tornou tudo mais brasileiro.

Uma noite deprimente de sexta, que eu gastaria na frente do computador fazendo nada de importante, acabou se tornando uma noite divertida.

No sábado, ainda me preparando psicologicamente para o momento que eu gostaria de ficar só apenas na companhia de chocolate, acordei com a casa praticamente vazia. Um silêncio reconfortante, um refresco para o agito diário em uma moradia com 18 mulheres. Aproveitei a manhã calma com um bom livro no sofá. Já a tarde, fui até o Carrefour Bairro tomar meu prometido cappuccino com um pedaço de bolo. Aproveitei para comprar o 1 quilo de alimento não perecível para a entrada no CIAAR no domingo. Enquanto me deliciava com a bebida quente, pensei no aviso no quadro branco da pensão deixado por Same: “Apresentação de Coral 16h na Igrejinha. MEU CORAL”. Pensei: “Posso ficar aqui sem nada para fazer ou ir apreciar uma amiga.” Caminhei meia hora para chegar à Igreja de São Francisco de Assis e encontrei Same lá; como ela esperava, ninguém mais da pensão foi e vi que ela ficou feliz com minha presença. As portas da Igreja foram abertas para as apresentações (o que nos surpreendeu). O primeiro coral não era lá muito bom... Mas o de Same, Coral Cantáridas (do ICB – Instituto de Ciências Biológicas – da UFMG), foi muito bom! As músicas eram bem animadas, gostosas de ouvir e cantaram super bem. Por ter ido poucos, surpreenderam-me. O último coral, o da FALE (Faculdade de Letras da UFMG), foi fantástico! Além de ter bastante gente (muitas vozes masculinas também), cantaram em latim, inglês e uma música linda africana.

Depois das apresentações, Same falou que eles iriam jantar num restaurante não sei onde. Preparava pra ir embora, quando ela também revelou que talvez conseguiria me levar como convidada e, se conseguisse, o rango seria 0800. E não é que deu certo? Peguei o bonde e não só, fomos até o Raja Grill de carona. Comi um prato de trabalhador que até deu vergonha. Eu e Same parecíamos mortas de fome (sem justificativa!). Apesar de eu comer razoavelmente bem dependendo de meus dotes culinários e do bandejão, só de ter a possibilidade de várias opções de mistura, guarnições e não precisar escolher entre uma carne ou outra (ou o prato vegetariano), deixou-nos empolgadas fora de medida. Também tínhamos direito a um copo de bebida gratuito. Em dado momento, um dos corais se ergueu e começou a cantar uma música italiana, vários outros integrantes de outros corais se uniu na música e acabou sendo muito bonito. Depois cantaram uma música africana e foi pra lá de legal e animado. Voltamos também de carona e a alma santa que deixou nos espremermos no banco traseiro (tinham quatro atrás) nos deixou quase na porta da pensão.

Também descobri que Cantáridas é um besouro.

Já hoje, domingo, planejei ir ao CIAAR (Centro de Instrução e Adaptação da Aeronáutica) onde haveria um evento, aparentemente tradicional, Domingo Aéreo (http://www.ciaar.com.br/noticias.php?cod=292). Acho que não vale a pena descrever exatamente como foi e dar detalhes agora, mas tirei muitas fotos e filmei várias coisas. Aliás, só desse domingo são 41 vídeos (não conto as fotos, pois minha câmera deu constantes ataques epiléticos e precisava tirar várias vezes a mesma foto para tentar não sair tremida). Será bem mais interessante eu comentar os vídeos e fotos quando postá-los.

Só posso resumir dizendo que a Banda “Asas de Minas” (amo banda de exercito!) abriu tocando o tema da ‘Pantera Cor-de-Rosa’. Havia uma aeronave gigantesca (com uma fila ainda mais gigantesca para entrar nela, não enfrentei) e várias outras expostas (inclusive uma da Esquadrilha da Fumaça, fotos de todas apresentadas logo). Tinha jipes, caminhão do exército, uma artilharia antiaérea funcional, algo que eu não sabia e ainda não sei o que é, mas entrei e tirei fotos dentro. Teve salto de para-quedistas da força nacional. Apresentação do Canil “Rompe Nuvens”, oras, cães fazendo truques é entretenimento infalível!

Acordei, por um ótimo motivo, às 8 da manhã em pleno domingo. Letícia bateu na porta do meu quarto (embora eu já estivesse acordada), perguntando se eu estava esperando uma encomenda. Não estava, e ela recomendou que não abríssemos o portão (é a recomendação padrão da casa), mas questionei “que tipo de ladrão viria nos assaltar a essa hora da manhã?”. E recebi uma maravilhosa cesta de café da manhã dos meus pais (e recebi a ligação deles logo em seguida) e irmão. Além de tudo ser uma delícia, ter uma manga e uma pêra, duas xícaras fofuchas, também acompanhava um vaso de flor (já a agüei e deixei na minha janela, espero que sobreviva a meus cuidados!). Fiquei muito feliz (viu mãe, pai, muito obrigada!).

Fui às 9:30 da manhã (Gia me ligou!), com Rafa e Bárbara (as corajosas de acordarem comigo domingo de manhã), até o CIAAR, curtimos o lugar (o que foi bom, pois estava bem cheio, mas de tarde triplicou a quantidade de pessoas) e esperamos até descobrir que a Esquadrilha da Fumaça apresentaria apenas 15h. Fiquei um tanto quanto frustrada, afinal, no site dizia que se apresentariam tanto às 11h quando às 15h. Combinamos com a Same, no dia anterior, que veríamos a Esquadrilha e pegaríamos um ônibus até a praça da Liberdade para ver o FIC (Festival Internacional de Corais) onde homenageariam o Milton Nascimento e mais de 130 corais cantariam juntos a música tema. Rafa e eu estávamos loucas para ver a Esquadrilha (Bárbara é de Brasília e já vira milhares de vezes) e ficamos preocupadas em pegar um ônibus 12:30h (ficamos para ver a apresentação do Canil) e não conseguirmos voltar a tempo.
No fim, quando finalmente subimos toda a avenida (era longe e debaixo de um sol forte, voltei para a pensão parecendo que passei o dia no clube, tostada) até o ponto do ônibus, Same me ligou dizendo que era melhor não irmos, pois já estava acabando. Neste momento, para nosso ônibus. Decidimos seguir o conselho de Same e ficar. Na volta para a pensão (estávamos na rua da UFMG ou em uma das avenidas que passam na Faculdade), Same me liga novamente dizendo que acabara a apresentação (ou seja, ainda bem que não fomos). Almocei macarrão, pra quem quiser saber, feito por mim mesma, molho branco pronto, refoguei brócolis, ervilha e presunto de peito de peru com manteiga e shoyo, um queijinho ralado pra completar e voilá (antes disso, falei com a Yá-chan e recebi parabéns em japonês! E combinamos minha festa surpresa.).

Às 2:30 saímos novamente (no caminho, tentei arrancar um parabéns dramático do Netus!), lutamos para achar um bom lugar, mas estávamos lá só para isso, e o clima estava bem mais ameno, não escaldante como de manhã. Apesar de o meu pai me dizer que eu já vira a Esquadrilha da Fumaça quando criança, Lydia tinha razão em zombar do meu programa de aniversário de “criança reprimida”, pois me senti mesmo uma criança estando ali. Foi empolgante. Fiquei maravilhada com a ‘demonstração da força aérea brasileira’, meu pai estava certo, é emocionante. É impossível não sentir um orgulho nacional (e eu já sou pouco nacionalista! ) com os aviões das cores da bandeira nos sobrevoando, ouvindo o narrador contar sobre as manobras exclusivas e como estão no livro dos recordes, e cercada por aparatos do exército. É indescritível a vontade de estar dentro de um daqueles aviões.

Valeu muito a pena e filmei a apresentação inteira. Embora, como a câmera treme muito e o chiado acaba saindo na filmagem, além do tumulto com as pessoas esbarrando em mim, não tive nenhuma ilusão quanto a qualidade das filmagens e me preocupei mesmo em assistir.
Enquanto eu saia, a banda Asas de Minas tocava Thriller de Michael Jackson.

Chegando na pensão, fomos para uma sorveteria aqui perto (finalmente consegui falar com a Thais!), muito boa. Acabei de mimando um pouco com um “colegial” com sorvete de mousse de maracujá e chocolate suíço (quando o sorvete chegou, falei com a tia Ana e o tio Alexandre no telefone. Ai, tia, adoro seus conselhos!). Babi, Same, Vânia, Rafa, Ana Carol e eu batemos papo até o anoitecer (Curdo me desejou feliz aniversário!) e voltamos. Estava acontecendo uma “reuniãozinha” no jardim e me juntei as meninas (Kênia, Ilaine, Ana Seidel, Gislaine, Leti, Babi e Ana Carol, Karen apareceu depois); acabamos marcando um jantar conjunto na terça.

Liguei o computador para ver as novidades e começar a escrever esse texto para ressuscitar meu blog e compartilhar meus últimos dias. Falei com meu mano, doente (melhoras, vai se cuidar!) e acabei papeando horrores com a Lyds logo em seguida (meus deuses, como eu ri! ) e falei também com a Laís!
Agora está tarde, tenho aula amanhã (hoje...), saldo: Danones intactos e pacotes de bolachas lacrados (apesar que... jantar de graça e sorvete, não sei se fez muita diferença guardar meus doces).

Recebi vários abraços durante o dia das meninas presentes na pensão. No orkut, Ju me mandou um parabéns e um conselho (BE AWESOME, que pretendo seguir), recado do João e da Camila também, no twitter do Thomas e da Taci, recebi um e-mail fofo da Illy-chan e no outro orkut Diogo SanDiego me mandou um 'long cat' de felicidades.

por ás 11:58 AM

 

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