quinta-feira, agosto 12, 2010
Segunda-feira
“Nenhum artista é bonzinho” – Maria do Céu.
Nesses poucos dias na Universidade, descobri algo interessante. Bobo, mas interessante. Pelo menos me arrancou um sorriso.
Na segunda-feira, fui para o EBA sabendo ter que chegar lá até 8 horas (o horário é 7:50, mas fala sério, todo mundo sabe que esses 10 minutos mais cedo são porque nada em BH começa na hora), mas sem realmente saber qual minha sala. Olhei no mural, sem ponderar muito, afinal, tudo me parecia em ordem, e fui para a sala. Lá, encontrei as meninas que conheci na sexta-feira, sentei-me, esperamos algum tempo e chegou a professora.
Ela pediu para que nos apresentássemos da seguinte forma:
-Nome
-Artista
-Escritor
-Cineasta
-Ator/Atriz
-Obra
-Desabafo
A Idéia era preencher rapidamente esses tópicos com nossos gostos pessoais e no fim dizer qual a razão de estarmos ali, de escolher aquele curso. Mil coisas passaram na minha cabeça e depois da minha apresentação, outras mil vieram e pensei “caramba, podia ter dito isso ou aquilo.” Bom, depois do meu nome, minhas respostas foram as seguintes: phoenixlu / Machado de Assis / Miyazaki / Tony Shalhoub / A Mão Esquerda da Escuridão / e o desabafo não importa. Eu teria trocado Hayao Miyazaki, por exemplo, por Satoshi Kon, e Tony Shalloub por Hugh Laurie, phoenixlu por `alexius. Mas isso tudo é aberto a discussão.
O legal dessas apresentações é que achei uma nerd genuína na sala. Ela curte anime, quadrinhos e é viciada em Neil Gaiman.
“O ócio é pensamento solto.”
No intervalo, fiquei conversando com essa menina nerd e as outras que eu já conheci. Quando voltei para a sala, fiquei um tempo contemplativa e só então me perguntei “cara, será que tem algo errado?” Quando eu me apresentei, a professora não falou nada, mas fui checar a lista de presença convenientemente largada numa mesa. Meu nome não estava lá.
Apressei-me em encontrar a outra sala, onde estaria a outra turma. Como comentei na minha postagem anterior, eu faço parte das duas turmas dos calouros, tanto a A quanto a B, o que torna meus horários um tanto quanto confusos. Encontrei a outra sala, a sala de presença não estava lá, mas alguém me descreveu mais ou menos o professor e me disse ou eu poderia, talvez, encontrá-lo. Encontrei um cara de óculos junto com a professora que eu estava tendo aula anteriormente e perguntei se ele dava aula para os calouros. Acertei de primeira, mas ele não tinha consigo a lista da presença, para a minha frustração, ele não conseguira imprimir (?). Corri para... sei lá, não é bem uma secretaria, é uma janela, enfim, e pedi informações. O moço me imprimiu um outro comprovante de matrícula e me mostrou os horários: eu estava mesmo na aula errada.
Talvez eu esteja azarando dizendo isso, mas realmente gostei bem mais da turma A do que da B, e a aula com aquela professora estava realmente interessante. É uma mulher de opinião forte que a todo momento tem algo para compartilhar. Não necessariamente eu tenha que concordar com tudo o que ela diz, mas ela com certeza tem pontos de vista muito interessantes e que me agradaram bastante! Então, claro, fiquei com o pé atrás em saber que tinha que ir para a sala B assistir a outra metade da aula.
O professor parecia bem bonzinho e acabou nos dispensando pouco depois (acabei não chegando atrasada, pois quando entrei na sala e ele estava no “fumódromo” – uma varandinha da sala).
Saindo da sala, reconheci um cara com cara de perdido, ele estava na aula da turma A comigo no primeiro período. Ele aparentemente me reconheceu também e me perguntou aonde estava a sala. A conversa foi mais ou menos assim:
Ele: “Ei, você estava na minha sala,não é?” – fiz que sim – “Você sabe pra onde foi a turma?”
Eu: “Para o atelier 3, onde estávamos antes.”
Ele: “Eu fui lá e não vi ninguém.”
Eu: “Depois do intervalo eu fui lá e o pessoal estava todo lá. Mas depois fui para o atelier 7, então não sei se eles mudaram.”
Ele: “Será que foram ter aula em outro lugar? Por que não estão no segundo andar.”
Eu: “Segundo andar? Não, a sala é no terceiro andar...”
Ele: “Ah... Valeu.”
Tentei não rir da cara dele e fui embora pegar o branquinho. No caminho, percebi: Não importa o quanto você se sinta perdido, *sempre* terá alguém mais perdido do que você, assim como sempre terá alguém mais bem informado do que você.
“Pensamento lógico é criativo.”
Perguntei pra alguém no ônibus onde era o bandejão e a moça falou pra eu acompanhá-la, pois ela ia descer lá. Uma caloura de psicologia começou a puxar assunto comigo - ela parecia legal, mas bem falante – mas tive que interromper a conversa quando a moça me falou para descer.
A fila do bandejão até que estava grande, mas andava rápido. Era ainda umas 11:30, claro, eu ainda não vira o tamanho da fila que se formava por volta do 12h. Quando cheguei à catraca para pagar, precisava de carteirinha de estudante. Como a fila andava rápido e tinha uma mulher gritando “próximo”, acabei por dar meia volta com a intenção de ir embora, pois não tenho carteirinha de estudante.
Entretanto, anteriormente o moço da secretaria me imprimira outra via do meu comprovante de matrícula (santa conveniência, Batman!) e voltei na fila novamente.
Estava esperando uma gororoba estranha e até meio nojenta, mas foi uma feliz surpresa em ver o bife de frango jogando no meu prato por uma mulher sem expressão sem nem ao menos perguntar se eu preferia a carne, a salada, arroz e feijão a vontade, assim como a salada e o pseudo-tabulo, e suco. A comida era boa. E por 2,50 comi muito bem.
Só na hora de ir embora, parecia não haver branquinhos para me tirar daquela área. O Belas Artes é de um lado da facul, o bandejão de outro, e o portão 2 – por onde eu vou embora – é ainda em outro extremo. Mas esperei uma meia hora e nada. Fui descendo a pé até encontrar outro ponto e esperei outra meia hora até a linha A passar.
Terça-feira.
Dia de ócio oficial. A turma A não tem aula de quinta, a turma B e os mesclados não tem aula de terça. Aproveitei para ir ao cinema.
No fim de semana, fui com as meninas daqui para o Pampulha Mall (fica do lado do supermercado EPA – bem mais barato que o Carrefour a uma quadra de distância) onde tem um cachorro-quente por 2 reais e cinema. Olhei na internet onde vi algo que precisei reler várias vezes para constatar ser verdade: de segunda a quinta, inteira 6 reais, meia 3 reais; sexta, sábado e domingo, inteira 10 reais, meia 5 reais.
3 reais? É muito barato pra ir no cinema!
Acordei tarde. Ajudei a faxineira a limpar meu quarto, fiz almoço rápido (arroz que sobrou do almoço coletivo de sábado com atum, brócolis refogado com shoyo e ovo), arrumei-me e cheguei lá uma hora antes. O que não adiantou nada, pois o shopping não tem absolutamente *nada* para se ver (sem exagero algum), não tem lojas, tem um cursinho, uma imobiliária, uma representante de uma escola de aeronáutica e outra de uma faculdade particular e um boliche que estava fechado.
Quando eu achei que o cinema não abriria mais, afinal, faltavam 15 minutos para a primeira sessão dos filmes começarem (15h), uma das moças que estavam fazendo pipocas entrou na cabine, tirou a plaquinha de “fechado” e começou a atender os poucos que estava ali comigo esperando.
Se eu dissesse que tinha mais do que 5 pessoas na sala assistindo “A Origem” comigo, estaria extrapolando. Fui a primeira a entrar na sala, tive tempo de sobra para escolher aquele lugar perfeito. Relaxei, apesar da sala abafada e obviamente velha. A tela era baixa, mas não tinha manchas nem chuviscos. A cadeira não era nova, mas era espaçosa e tinha almofada até nos apoios dos braços. Confesso que o preço dava um gostinho mais especial na experiência.
Senti-me fazendo parte de algo especial, por assim dizer. Nem os próprios moradores do bairro parecem conhecer esse cinema, pois na pensão foi novidade para as meninas e para todas as outras pessoas para as quais eu perguntara se havia um shopping ou cinema nas redondezas, as respostas foram sempre negativas.
Vi o trailer do “Tropa de Elite 2”. O filme parece aproveitar o gancho do sucesso do primeiro, provavelmente não será tão bom quanto o primeiro; mas é só começar a música tema que dá vontade de assistir o filme, “larga mão disso e bota o BOPE aí pra eu ver!”.
Paprika + Waking Life + Hollywood.
“A Origem” foi um filme que me surpreendeu. Quando li nos cartazes, na hora de escolher qual filme assistir, meu único critério foi a classificação “Ficção Científica”. Não tinha idéia do que se tratava o filme, pelo pôster achei que fosse algo apocalíptico; o título (Inception), não revela absolutamente nada sobre a trama. Um elenco de primeira, um enredo original e bons efeitos especiais, o filme rapidamente se torna envolvente e interessante. O final não é surpreendente, mas é aquele pelo qual você torce.
por
ás
7:00 AM
挴雨柔
野原すみれ
It's Better To Ask For Forgiveness Than To Ask Permission
Yo: Mayra
Codinomes: Shiny Baguyni, Baguy,
Maguy, Crock, Morta, Aryam e vari‹¡eis
Em Taiwan: Meirra, Meyla, Mairrrra, Miala, Hua Yi Jzou
Tempo de corpo f®žico na terra:
Mais do que parece... Menos do que
pensa
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N¾q gosto: 
Frases: "Depende"
Crença: Aspirante Teologico e Espiritual em URI
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quatro cachorros pra sempre na memória(Bob, Yunk Von Fallerick, Jack e Skip), tb com carinho guardado o coelho(Estrela), um mascote com crise de
indentidade (Haku) e um hiperativo (Yuu)

O que eu tenho que fazer (escola o dia todo)
Mas o que eu acabo fazendo (ficando cansada) 
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